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É com as “Canções Heróicas”, parte do legado das peças corais que Fernando Lopes-Graça deixa à humanidade, que o Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música se apresenta no palco principal do Theatro Circo a 24 de Abril (21h30) para cantar e celebrar a Liberdade em contexto evocativo da Revolução de Abril.
Proibidas pela Censura do Estado Novo até 25 de Abril de 1974, as “Canções Heróicas” nasceram a partir de vários poemas que poetas portugueses criaram a partir do conceito de liberdade e que Fernando Lopes-Graça, comungando do mesmo espírito de liberdade, decidiu musicar.
Na circunstância apresentadas pelo Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música num concerto que assume como título “Cantando a Liberdade”, as “Canções Heróicas” são canções politicamente emprenhadas, desde a sua origem, em contribuir para exaltar a liberdade e dar força a todos os que lutavam contra o regime ditatorial que governou Portugal.
Publicadas pela primeira vez em 1946 sob o título “Marchas, Danças e Canções – próprias para grupos vocais ou instrumentos populares”, estas composições foram apreendidas pela Censura e impedidas de serem apresentadas em público o que não impediu, contudo, que resistentes as apresentassem em encontros clandestinos ou nos países em que se encontravam exilados. Na década de 60 do século XX surgem numa colecção mais alargada destinada a comemorar o 50.º aniversário da implantação da República.
Considerado um dos maiores maestros e compositores portugueses do século XX, Fernando Lopes-Graça nasceu em Tomar em 1906. Ao longo do seu percurso artístico foi várias vezes alvo da perseguição da polícia política.
Em 1945 integra o Movimento de Unidade Democrática, do qual virá a ser dirigente. No âmbito das actividades deste Movimento, Fernando Lopes-Graça cria o Coro do Grupo Dramático Lisbonense, mais tarde Coro da Academia dos Amadores de Música que canta as Canções Regionais Portuguesas e as Canções por todo o país, aumentando, desta forma, a repressão do regime fascista sobre si - as orquestras nacionais são proibidas de interpretar obras de Fernando Lopes-Graça, os direitos de autor são-lhe roubados, é-lhe anulado o diploma de professor do ensino particular e é obrigado a abandonar a Academia dos Amadores de Música, à qual só regressa em 1972.
Autor de uma vasta obra literária incidente em reflexões sobre a música portuguesa e a música do seu tempo, Lopes-Graça destaca-se ainda pela sua obra musical, da qual são assinaláveis os concertos para piano e orquestra, pelas inúmeras obras corais de inspiração folclórica nacional e por uma vastíssima obra para piano, nomeadamente as seis sonatas que constituem um marco na história da música pianística portuguesa do século XX.
Ingressos, a 7 euros, disponíveis em www.theatrocirco.bilheteiraonline.pt, na bilheteira do Theatro Circo, lojas Fnac e estações CTT aderentes.
Mais informação:
www.theatrocirco.com e no “call center” 253 203 800.
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Theatro Circo
Avenida da Liberdade, 697 - 4710-251 Braga / +351 253 203 804 / +351 913 093 094
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REPORTAGEM (X) 5 – Prémio GICAV BD Paulo Monteiro é um autor de banda desenhada e ilustrador, nascido em Vila Nova de Gaia, que se formou em Letras e História de Arte pela Universidade de Lisboa e se radicou em Beja desde 1993. Desde 2005, dirige a Bedeteca de Beja e o seu festival internacional, tendo publicado três livros de BD e percorrido escolas e eventos na Europa, Angola e Brasil para promover a banda desenhada. Realiza conferências e exposições sobre banda desenhada e visita escolas em Portugal e no estrangeiro. Está envolvido na criação do Museu da Banda Desenhada em Beja, do qual tem sido o maior defensor e promotor. Prémio Especial GICAV BD PAULO MONTEIRO Beja

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