Manuscrito de 1743 do P.e Matias de Andrade editado em livro – Apresentação em Viseu
Dia 06 de Abril (Sábado), às 15h30, vai ser feita a apresentação do livro “Guerra Interior de Matias de Andrade (1743)”, estudo de Sara Augusta, no Seminário Maior de Viseu (Largo de Santa Cristina).
A apresentação será feita por D. Ilídio Leandro – Bispo de Viseu, juntamente com a Profª Doutora Marta Teixeira Anacleto, do Centro de Literatura Portuguesa e autora do Prefácio.
No livro é publicada a transcrição do texto inédito datado de 2 de Maio 1743 do Padre Matias de Andrade da Congregação do Oratório e dedicado “ao Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor D. Júlio Francisco de Oliveira, Bispo de Viseu, do Conselho de sua Magestade, seu submilher de Cortina, etc.”, manuscrito recentemente redescoberto no Fundo Antigo da Biblioteca Municipal de Viseu.
O Padre Matias de Andrade nasceu Castelo Rodrigo, a 24 de Fevereiro de 1685 e falecido a 22 de Dezembro de 1747 e foi autor de: Filho instruído pelo melhor Pay, Salamanca, 1732; Paz interior, Triduo ditoso. Dialogo entre hum velho solitário, e hum mancebo estudante,Lisboa na Officina da Congregação, 1734; Vida deSanta Maria Magdalena historiada, M.S.; Verdades sonhadas introduzidas na fantasia do mundo adormecido. M.S.; Guerra interior. M.S., 1743 e Tratado para conduzir a alma á estreita união com Deos, e para a conservar, e perfeiçoar no mesmoo amor. He tradução de italiano em Portuguez.
Do Prefácio: “Editar, em 2013, o manuscrito da Guerra Interior, escrito em 1743 pelo Padre Matias de Andrade da Congregação do Oratório de Freixo de Espada à Cinta, pode, à partida, parecer um exaustivo exercício académico ou um gesto de erudição enquadrado num percurso de investigação individual. Porém, o minucioso Estudo introdutório, apresentado por Sara Augusto, também editora do texto, deixa antever a modernidade do manuscrito e, sobretudo, o significado da sua criação no âmbito da literatura barroca portuguesa: «Esta edição da Guerra Interior do padre Matias de Andrade vem fazer justiça a um homem e a uma obra que correspondem plenamente ao espírito do seu tempo. Integra-se no conjunto da vasta produção de espiritualidade, de ficção alegórica e exemplar, que abundantemente preencheu o século XVIII, tanto no panorama português como europeu».
Quartzo Editora
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