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Binaural/Nodar

Binaural/Nodar e Aldeias de Magaio deixam “Terra Amada” de S. Pedro do Sul

D.R.
D.R.

As associações Binaural/Nodar e Aldeias de Magaio anunciaram esta quarta-feira que “se desligam definitivamente” do projeto “Terra Amada”, que tem por objetivo a reabilitação de património construído nas aldeias serranas do concelho de S. Pedro do Sul.
“Tal decisão é motivada pela enorme injustiça que consideramos estar associada ao afastamento abrupto destas duas associações endógenas do território, por iniciativa da responsável do projeto do lado da Universidade Católica Portuguesa“, explicam, em comunicado, as direções da Binaural/Nodar e das Aldeias de Magaio.
O afastamento por parte destas duas associações vem na sequência da publicação de uma entrevista no Jornal de Notícias de 18 de janeiro de 2012, dada pelo presidente da direção de ambas as associações, Luís Gomes da Costa.
De acordo com a direção das duas associações de S. Pedro do Sul, aquando da entrevista, Luís Gomes da Costa abordou o projeto de Covas do Monte, a aldeia escolhida para as intervenções de reabilitação e “os parceiros do projeto, com especial incidência a Universidade Católica Portuguesa, não tendo nunca referido na entrevista telefónica que o projeto era da Binaural/Nodar, como foi publicado, mas sim de um conjunto de parceiros”.
O projeto “Terra Amada” foi estruturado em fevereiro do ano passado, pelas associações Binaural/Nodar e Aldeias de Magaio, em conjunto com o curso de Arquitetura da Universidade Católica de Viseu.
As duas associações de S. Pedro do Sul sublinham que têm “tentado, a todo o custo, esclarecer com a responsável do projeto do lado do curso de Arquitetura da Universidade Católica o mal entendido gerado” e ao qual são “completamente alheios”. No entanto, alegam ter “recebido como resposta um impenetrável muro de silêncio”.
No documento divulgado, apelam a todos os habitantes, junta de freguesia e amigos da aldeia de Covas do Monte, que “ajudem estas associações territoriais neste momento difícil, influenciando com as suas posições e opiniões a suspensão imediata do projeto em Covas do Monte”.
Referem ainda que com esta posição pública pretendem “reparar o bom nome de duas pequenas associações rurais que foi afetado de forma injusta, não colocando em causa nenhuma instituição ou pessoa”.
A Agência Lusa contactou a professora Ana Pinho, da Universidade Católica de Viseu, que remeteu esclarecimentos para a coordenação do curso de Arquitetura.

Texto Agência Lusa

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