Medalhas, economia e humor
Termina hoje o 32º Congresso da Fidem (Federação Internacional da Medalha), que reúne cerca de 400 escultores de todo o mundo, provenientes de mais de quatro dezenas de países e que tem na sua génese artistas, colecionadores e fabricantes de medalhas. A representação portuguesa é uma das maiores do certame, tendo sido selecionados trabalhos de 20 medalhistas nacionais. O interessante é que, em primeiro lugar, vários dos escultores presentes (Hélder Batista, José Simão, José Teixeira, Vítor Santos e João Duarte, que foi o segundo português a ganhar o prémio Saltus 2011, o nobel da medalhística, instituído pela American Numismatic Society) já foram premiados internacionalmente, o que quer dizer que, mesmo na medalhística, nos comparamos muito favoravelmente com a concorrência; e em segundo, que os autores elaboraram os seus projetos tendo em conta a crise que vivemos. Ainda por cima, alguns fazem-no com humor, como nesta medalha (“esburacada”) de José Simão intitulada ‘A insustentável leveza da bolsa’...
Expresso Economia 14 Jul 2012 – página 5
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