I Conferência GEOescolas: Novas práticas no ensino das GeociênciasO Geopark Naturtejo organizou nos dias 5 e 6 de Novembro a I Conferência GEOescolas: Novas práticas no ensino das Geociências, na Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova, integrada num projecto europeu a 3 anos, que reúne geocientistas de diferentes universidades, museus, geoparques e escolas de formação de professores, de Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Áustria. O objectivo deste projecto é definir modelos com princípios para uma literacia em Geociências para todos os cidadãos europeus, os quais terão aplicação nos programas escolares das escolas básicas dos respectivos países participantes. O Geopark Naturtejo é o representante português e, como tal, previamente à Conferência, entre os dias 2 e 4 de Novembro, realizou uma reunião de trabalho com os parceiros europeus: Universidade de Atenas, Comité para a Didáctica das Geociências, dos Serviços Geológicos da Grécia, Universidade de Saragoça, Universidade de Alcalá, Universidade de Palermo, Museu Krahuletz
A Conferência GEOescolas teve os apoios do Município de Idanha-a-Nova e do Instituto Politécnico de Castelo Branco, contando com cerca de 160 participantes vindos de todo o país. Foram apresentados 21 trabalhos sob a forma de comunicações orais e em poster, sob os temas: Programas e manuais de Geociências, Ensino de Geociências no campo, Ensino das Geociências para o desenvolvimento sustentável, Estratégias inovadoras de ensino, Interesse dos alunos pelas Geociências, Léxico escolar de Geociências.
Decorreram ainda cinco oficinas práticas de demonstração de abordagens pedagógicas. O Professor Mário Cachão, do Departamento de Geologia da Universidade de Lisboa, obteve um enorme sucesso com a apresentação dos kits pedagógicos Rocha Amiga, ideia que já está a ser exportada, e com a qual o Geopark Naturtejo tem colaborado. A empresa Science4you apresentou os seus Brinquedos Científicos e actividades experimentais, à venda por todo o país e a conquistar mercados internacionais. O Centro de Ciência Viva do Lousal cativou com as suas abordagens inovadoras da “Mina de Ciência”. Já o Centro de Ciência Viva da Floresta, de Proença-a-Nova, trouxe cores e aromas a uma inovadora forma de fazer réplicas de fósseis, que se podem utilizar como sabonetes. Esta e outras actividades pedagógicas realizadas com o Geopark Naturtejo, como a da “Gandaia do Ouro” no rio Ocreza, foram apresentadas pelos monitores das duas entidades. Não menos interessante foi a oficina do Museu Nacional de História Natural, que se preocupou com o método como contributo para a Geoliteracia.
Devem salientar-se as três conferências plenárias, que apresentaram o projecto de investigação europeu “GEOschools” e que motivaram grande interesse por parte da assistência, a primeira pela Doutora Georgia Fermeli, da Universidade de Atenas, sobre o projecto GEOescolas, a seguinte, pela Professora Amélia Calonge, Presidente da Associação Espanhola para o Ensino das Ciências da Terra, dedicada à análise comparativa dos currículos escolares europeus, e a última, pelo Professor Guillermo Meléndez, da Universidade de Saragoça, subordinada ao tema da construção de um Léxico acessível a jovens alunos de Ciências da Terra.
No exterior, decorreu com grande sucesso a Mostra de Materiais Didácticos e Lúdico-Pedagógicos, onde participaram a Piaget Editora, a Science4You, Centro Ciência Viva da Floresta, a Casa das Ciências da Gulbenkian, Centro Ciência Viva do Lousal, Museu Nacional de História Natural e o Geopark Naturtejo.
No segundo dia deste encontro decorreram duas saídas de campo e os participantes dividiram-se entre “O Monumento Natural das Portas de Ródão e os Troncos Fósseis de Vila Velha de Ródão” e “Parque Icnológico de Penha Garcia e a herança Alpina na Paisagem Raiana”, acompanhados por geólogos do Geopark Naturtejo. Cada uma das excursões parou em locais com elevado potencial didáctico, que os professores poderão explorar com os seus alunos, estando a maior parte já integrados nos Programas Educativos do Geopark Naturtejo.
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