Marco importante nas Políticas Públicas de Juventude | Um novo Perfil Profissional em Portugal: Técnico de Juventude
Foi publicado no passado dia 8 de dezembro, no Boletim Trabalho-Emprego nº 45, o perfil profissional do Técnico de Juventude. Esta nova profissão, que em Portugal dará doravante corpo àquilo que se designa habitualmente na Europa por Youth Worker, representa um marco significativo no desenvolvimento das políticas públicas de Juventude no nosso país. O Técnico de Juventude é um profissional definido por: «Intervir na conceção, organização, desenvolvimento e avaliação de projetos, programas e atividades com e para jovens, mediante metodologias do domínio da educação não-formal, facilitando e promovendo a cidadania, a participação, a autonomia, a inclusão e o desenvolvimento pessoal, social e cultural». Para concretizar este perfil profissional foi constituído um grupo de trabalho integrado nas áreas da Juventude, coordenado pela Secretaria de Estado do Desporto e Juventude e desenvolvido pelo IPDJ, I.P. (Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P.) com a ANQEP (Agência Nacional para a Qualificação e Ensino profissional - Educação e Emprego e Qualificação), bem como por jovens especialistas e desenvolvido um permanente diálogo estruturado com as plataformas de representação dos jovens, nomeadamente o CNJ (Conselho Nacional de Juventude) e a FNAJ (Federação Nacional de Associações Juvenis). A estrutura do perfil profissional, de nível 4 de qualificação, 12º ano, obrigará os interessados a um percurso formativo de 1125h, das quais 1025 obrigatórias e 100 de escolha a partir de uma bolsa, sendo 500h de módulos formativos novos, que irão integrar o Catálogo Nacional de Qualificações, num processo que virá a ser concertado com o PNFJ (Plano Nacional de Formação para a Juventude) do IPDJ, I.P.. O perfil profissional, que vem reforçar e tornar reconhecido o trabalho de muitas pessoas, jovens e menos jovens, que diariamente, em associações ou entidades, públicas ou privadas, promovem na área da Juventude, a cidadania ativa, a emancipação dos jovens, a inclusão social, a interculturalidade, desenvolvendo uma decisiva atuação no domínio da Educação Não-formal, pretende atingir os seguintes objetivos: a) Consolidar as políticas públicas de Juventude no terreno e da intervenção com jovens, de forma dedicada – estruturando a sua autonomia, potenciando oportunidades, facilitando caminhos e opções; b) Criar uma comunidade de profissionais especificamente formados, motivados e mais preparados para lidar com a complexidade das realidades no terreno. c) Criar uma identidade clara e publicamente reconhecida no trabalho no domínio da Juventude, em particular nos parâmetros de intervenção social, cidadania e participação. d) Catalisar as ofertas para os jovens, aumentando as probabilidades de integração social, empregabilidade, conhecimento de recursos ao dispor. e) Mobilizar os jovens de forma personalizada, corporificada num profissional que possa fazer a interligação com outros actores e instituições no terreno. f) Fomentar a educação não-formal e a sua complementaridade com os sistemas formais de educação. g) Elevar a eficácia e eficiência da resposta aos problemas atuais dos jovens e da sociedade, reforçando simultaneamente, de forma coerente com a arquitetura do trabalho com Juventude, já existente e indispensável, um desígnio humanista que tenha em conta a diversidade de contextos de atuação, necessidades, expressões e aspirações dos jovens portugueses. h) Concretizar um processo longo de debate e troca de ideias com todos os atores do domínio da Juventude, e tornando palpáveis os resultados de numerosas iniciativas, onde o IPDJ, I.P. e as plataformas jovens têm tido destaque. i) Dar resposta às recomendações nacionais e europeias, das instituições de referência, em prol de uma intervenção renovada, capaz e adequada à Juventude, em particular numa conjuntura geracional que se tem revelado adversa. O perfil de competências será interligado com o processo nacional de reconhecimento de competências adquiridas ao longo da vida (RVCC) o que motivará a assimilação de quem já atua no setor da Juventude. Consulte aqui o perfil completo do Técnico de Juventude: http://goo.gl/3irarY

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