40 Papoilas de Liberdade – Assim se designa a exposição /instalação da responsabilidade do Movimento Democrático de Mulheres – Núcleo de Viseu, que vai estar patente nas instalações do IPDJ (em Viseu – Piso 1), integrando as comemorações do Dia Internacional da Mulher.
Entre os dias 3 e 28 de Março, quem visitar aquelas instalações, identificará quarenta conquistas concretizadas numa revolução que mudou profundamente a vida das mulheres em Portugal, a revolução de 25 de Abril de 1974, e que este ano celebra o seu quadragésimo aniversário.
“São 40 papoilas vermelhas erguidas sobre o negro fascismo que tão maltratou as mulheres no nosso país. São a notícia e a memória. Porque a revolução trouxe consigo liberdades mas também porque 40 anos depois muitas dessas liberdades se vestem de negro, se debatem pela sobrevivência num país abalroado por políticas de desigualdade e empobrecimento, invadido por um neoliberalismo frio que lembra a noite tenebrosa que não pode voltar.
Com o contributo de muitas amigas, o MDM – Viseu reuniu 40 vestidos negros para celebrar a efeméride. Neles inscreveu 40 rubras papoilas, a lembrar que foi a luta das mulheres organizadas que permitiu consagrar na lei direitos tão elementares como casar, votar, aceder a determinadas carreiras, ter salário igual ao dos homens, direito a licença de maternidade, pensão de velhice ou salário mínimo, direito a celebrar o Dia Internacional da Mulher. Uma exposição a lembrar que o próprio MDM, em tempo de clandestinidade, deu um forte contributo para essa luta.
Porque o dia 8 de Março assinala a luta pela emancipação das mulheres, cada uma das papoilas traz consigo um apelo que se dirige a todas as mulheres: mantenham acesa a esperança activa, alimentem a força indispensável para continuar esta luta pela igualdade entre os homens e as mulheres, vamos retomar Abril com a alegria de quem sabe que um novo rumo é possível para um país mais fraterno que é também feminino!” - Núcleo de Viseu do Movimento Democrático de Mulheres
REPORTAGEM (X) 5 – Prémio GICAV BD Paulo Monteiro é um autor de banda desenhada e ilustrador, nascido em Vila Nova de Gaia, que se formou em Letras e História de Arte pela Universidade de Lisboa e se radicou em Beja desde 1993. Desde 2005, dirige a Bedeteca de Beja e o seu festival internacional, tendo publicado três livros de BD e percorrido escolas e eventos na Europa, Angola e Brasil para promover a banda desenhada. Realiza conferências e exposições sobre banda desenhada e visita escolas em Portugal e no estrangeiro. Está envolvido na criação do Museu da Banda Desenhada em Beja, do qual tem sido o maior defensor e promotor. Prémio Especial GICAV BD PAULO MONTEIRO Beja
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