Produtora Helastre destaca "irredutível originalidade" de Paulo Rocha
A "irredutível originalidade" e o "terno fascínio no modo de retratar os humanos e as suas paixões" foram alguns dos elogios deixados este sábado pela produtora Helastre ao cineasta Paulo Rocha, que morreu esta manhã aos 77 anos.
| foto Paulo Coelho/ Arquivo |
Também a "luminosa complexidade" das matérias e formas da obra do realizador e a forma "peculiar" como os seus trabalhos "se inscrevem nos tempos históricos e políticos que atravessou" são salientados no comunicado enviado à Lusa pela Helastre - Produções Artísticas e de Espetáculos, de Regina Guimarães e Saguenail.
Paulo Rocha, autor do filme "Os Verdes Anos" (1963), morreu este sábado, durante a manhã, num hospital privado da zona do Porto, disse à Lusa uma familiar do realizador.
Nascido no Porto a 22 de dezembro de 1935, Paulo Rocha foi fundador do movimento estético designado como "Cinema Novo" e tinha acabado de fazer 77 anos.
Para a produtora portuense Helastre, da sua carreira de 50 anos o "grande realizador e artista português" deixa "uma obra reconhecida nacional e internacionalmente".
"Verdes Anos" (1963), "Mudar de Vida" (1966), "A Pousada das Chagas" (1972), "A Ilha dos Amores" (1982), "A Ilha de Amorais" (1984), "O Desejado" (1988), "Máscara de Aço Contra Abismo Azul" (1989), "O Rio do Ouro" (1998), "A Raiz do Coração" (2000), "As Sereias" (2001) e "Vanitas" (2004) são os títulos do cineasta citados pela produtora.
in Jornal de Notícias
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