CARLOS TÊ PROPÕE DOSE DE “AMOR SOLÚVEL”
30 de Setembro, 21h30, Theatro Circo - Braga
Da autoria de Carlos Tê e encenação de Luísa Pinto, para 30 de Setembro, 21h30, o Theatro Circo propõe uma dose do musical “Amor Solúvel”.
Assente numa corrente de subtilezas e ironias “Amor Solúvel” não tem uma história. É um consultório sentimental que explora questões enviadas por correio electrónico mas, no seu decurso, tanto o doutor – professor sexólogo – como a entrevistadora e um dos “camera-man”, cedem a impulsos confessionais, pequenas catarses íntimas, muito ao gosto do mundo televisivo, provocando a inversão de papéis e levando a que, num dado ponto, o analista seja analisado pela entrevistadora e pelo “camera-man”, depois de estes terem tido também os seus momentos de confissão pública.
Neste contexto, Dionísio é um homem cheio de certezas; Mónica, uma mulher cheia de lugares-comuns, se lugar-comum não for ela própria; Otília não supera a categoria de aspirante a conselheira; Rodrigo e Rogério escondem os seus dramas atrás de câmaras de filmar e "Amor solúvel" é cinco histórias numa só, num palco televisivo debruado a "kitsch".
Com contornos assumidamente pirosos, "Amor solúvel" é um espectáculo de vários autores. O principal, Carlos Tê, escreveu o texto e algumas canções, tanto sozinho como em parceria com José Soares Martins. Da sua autoria é também a versão portuguesa de "You do something to me", um original de Cole Porter datado de 1929.
Mas somem-se ainda os nomes de Hélder Gonçalves, membro dos Clã e director e produtor musical deste projecto, Rui Veloso, e Mário João Alves na vertente musical da peça, em que há temas que foram escritos e compostos nos últimos dez ou 15 anos. "Era como se as canções tivessem em si um subtexto que estava à espera de ser escrito. Só em 2009 é que me apareceu a ideia sob a forma de consultório sentimental", justifica o letrista.
No espectáculo que marca a estreia de Luísa Pinto nas vertentes de musical e de comédia e que conta com as interpretações de Carla Galvão, Lilian de Lima, Pedro Pernas, Romeu Costa e Rui David, é constante o recurso a frases feitas, a termos científicos, a expressões que ninguém entende, mas que refinariam a linguagem do maior dos boçais. Não faltam ainda explicações exaustivas sobre a arte de fazer a corte no reino animal, nem alusões às grandes paixões humanas que ficaram pelo caminho.
Mais informação: Luciana Queirós da Silva (luciana.silva@theatrocirco.com ou 913 093 094), www.theatrocirco.com, www.cm-matosinhos.pt e reservas@theatrocirco.com ou 253 203 809.
30 de Setembro, 21h30, Theatro Circo - Braga
Da autoria de Carlos Tê e encenação de Luísa Pinto, para 30 de Setembro, 21h30, o Theatro Circo propõe uma dose do musical “Amor Solúvel”.
Assente numa corrente de subtilezas e ironias “Amor Solúvel” não tem uma história. É um consultório sentimental que explora questões enviadas por correio electrónico mas, no seu decurso, tanto o doutor – professor sexólogo – como a entrevistadora e um dos “camera-man”, cedem a impulsos confessionais, pequenas catarses íntimas, muito ao gosto do mundo televisivo, provocando a inversão de papéis e levando a que, num dado ponto, o analista seja analisado pela entrevistadora e pelo “camera-man”, depois de estes terem tido também os seus momentos de confissão pública.
Neste contexto, Dionísio é um homem cheio de certezas; Mónica, uma mulher cheia de lugares-comuns, se lugar-comum não for ela própria; Otília não supera a categoria de aspirante a conselheira; Rodrigo e Rogério escondem os seus dramas atrás de câmaras de filmar e "Amor solúvel" é cinco histórias numa só, num palco televisivo debruado a "kitsch".
Com contornos assumidamente pirosos, "Amor solúvel" é um espectáculo de vários autores. O principal, Carlos Tê, escreveu o texto e algumas canções, tanto sozinho como em parceria com José Soares Martins. Da sua autoria é também a versão portuguesa de "You do something to me", um original de Cole Porter datado de 1929.
Mas somem-se ainda os nomes de Hélder Gonçalves, membro dos Clã e director e produtor musical deste projecto, Rui Veloso, e Mário João Alves na vertente musical da peça, em que há temas que foram escritos e compostos nos últimos dez ou 15 anos. "Era como se as canções tivessem em si um subtexto que estava à espera de ser escrito. Só em 2009 é que me apareceu a ideia sob a forma de consultório sentimental", justifica o letrista.
No espectáculo que marca a estreia de Luísa Pinto nas vertentes de musical e de comédia e que conta com as interpretações de Carla Galvão, Lilian de Lima, Pedro Pernas, Romeu Costa e Rui David, é constante o recurso a frases feitas, a termos científicos, a expressões que ninguém entende, mas que refinariam a linguagem do maior dos boçais. Não faltam ainda explicações exaustivas sobre a arte de fazer a corte no reino animal, nem alusões às grandes paixões humanas que ficaram pelo caminho.
Mais informação: Luciana Queirós da Silva (luciana.silva@theatrocirco.com ou 913 093 094), www.theatrocirco.com, www.cm-matosinhos.pt e reservas@theatrocirco.com ou 253 203 809.
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