O hipermodernismo Hoje, 3 de Maio , de Patrícia Portela, é um romance sobre os modos como foi pintado o quadro de Goya “Os fuzilamentos de 3 de Maio” (não técnicas, mas mentalidades), como foi vivido, as circunstâncias, inclusive da narração e da narradora, os lugares geográficos, os que constituíram o pelotão de fuzilamento, os que foram assassinados, os testemunhos do lado do povo e da aristocracia. O leitor deverá cruzar na sua mente todas estas perspectivas, perfazendo uma unidade estética, que se constituirá como o bilhete de identidade do romance. A originalidade de Patrícia Portela atinge o seu máximo expoente aqui, em Hoje, 3 de Maio , versando sobre o quadro “Os fuzilamentos de 3 de Maio” ocorridos nesse dia de 1808, pintado por Goya. Depois de Hífen , parecia-nos ser impossível que a autora criasse uma estrutura romanesca tão original, mas não só a criou como, com ela, abre uma nova vertente nas correntes da literatura portuguesa contemporânea, ...