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exposição Quando a gente andava ao “menério” dedicada às memórias mineiras do concelho de Idanha-a-Nova,


Exposição Quando a gente andava ao “menério” dedicada às memórias mineiras do concelho de Idanha-a-Nova,

Está patente no Centro Cultural Raiano, de 16 de Julho a 31 de Dezembro, a exposição Quando a gente andava ao “menério” dedicada às memórias mineiras do concelho de Idanha-a-Nova, concretamente do caso de Segura, tendo partido da necessidade de mostrar, dar a ver, trazer para o espaço da partilha os universos das memórias das gerações que viveram com proximidade estes tempos conturbados do “menério”.


A exploração mineira está bem patente por todo o território do Geopark Naturtejo e concretamente o concelho de Idanha-a-Nova está conotado com a extracção de minérios, como ouro, prata, estanho, volfrâmio, chumbo, zinco, fósforo e barite.. A comprová-lo estão os inúmeros vestígios arqueológicos ligados à exploração dos recursos minerais disseminados por este amplo território raiano. Pode referir-se que já na proto-história a extracção de minérios nesta área era já uma realidade evidente. Os romanos tiveram um papel preponderante, principalmente em relação à extracção aurífera de ouro. Dos seus importantes legados relacionados com a extracção de ouro, destacam-se os vestígios arqueológicos de Termas de Monfortinho e de Rosmaninhal. Posteriormente, ao longo dos séculos, a exploração mineira conheceu períodos de inconstantes intermitências, ressurgindo de modo progressivo só na segunda metade do século XIX. Precisamente em 1859, o geólogo Carlos Ribeiro, publica o primeiro estudo sobre as minas de chumbo de Segura e de S. Miguel de Acha. Reforça-se pela via deste estudo, embora com os devidos condicionalismos, a confirmação de um território geologicamente apto para a extracção de minérios a uma escala industrial. Em 1911 até 1913, foi implementada a extracção de chumbo em Salvaterra do Extremo, fruto das necessidades prementes relacionadas com a Primeira Guerra Mundial. Outros trabalhos de prospecção se sucederam, sendo posteriormente implantada em 1938/39, em plena II Guerra Mundial (1939-1945), duas empresas em Segura, a Empresa Mineira de Segura e a Empresa Portuguesa de Estanhos Lda; em S. Miguel de Acha a exploração de chumbo continuou embora de forma intermitente. Sobre esta mesma realidade mineira que o concelho apresenta, os números da Direcção Geral de Minas referem que, entre 1836 e 1969, foram atribuídas 59 concessões mineiras a este território aqui em análise.


A exposição centra-se na exploração mineira de Segura, passando pela importante Empresa Mineira de Segura, um grande número de concessões e oficinas de preparação e tratamento de minério. Com “Febre do volfrâmio” na 2ª guerra mundial, o aumento da procura e do preço do volfrâmio nos mercados internacionais fizeram despoletar um sem número de explorações informais, assim como uma panóplia de ilegalidades associadas, como contrabando, espionagem, falsificações, desvios, entre outras. Recorde-se que as Minas de Segura são um dos 16 geomonumentos do Geopark Naturtejo, reconhecidos pelas Redes Europeia e Global de Geoparques, sob o auspício da UNESCO.


A presente exposição é fruto de um amplo projecto de trabalho interdisciplinar, iniciado de forma contínua a partir de 2009, tratando-se de um projecto onde o “filão” é agora a memória e as paisagens que por esta via se assumem como eixos centrais de trabalho. Inicia-se assim a viagem aos tempos do menério tendo como pano de fundo uma das freguesias com um proeminente passado mineiro – Segura. Assumindo-se que numa segunda fase, a exposição irá ganhar um corpo nómada e deslocar-se-á no sentido das restantes freguesias com maior relevância nos seus passados mineiros, (re)configurando-se em cada uma destas com as memórias dos seus habitantes locais, as suas paisagens mineiras, conjuntamente com a respectiva documentação associada.

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